Amaral D'Avila
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A crise e o valor dos ativos

Estamos vivendo definitivamente em um mundo onde os ativos têm grande variação em seus valores.

Com a inflação sob controle e estabilidade monetária havia a falsa impressão de que o valor dos ativos se manteria em patamares relativamente constantes, no entanto, tal estabilidade propiciou uma onda de oportunidades de investimentos, ocasionando alterações significativas nos valores dos ativos, fato observado nos últimos três anos no Brasil, por outro lado, observa-se que em momentos de incertezas e/ou de instabilidades (como a que o mundo está vivendo nos últimos sessenta dias), os valores relativos variam em grande amplitude.

No caso de imóveis o movimento de mutação dos valores é iniciado "a priori" quando ocorre variação na velocidade de comercialização devido a alteração da percepção de liquidez e em um segundo momento com a busca de um novo patamar de valor definido pelas leis soberanas de mercado.

Por tudo que temos observado no contexto atual há uma efetiva crise de confiança e de liquidez associada a volatilidade do valor das commodities, resultando em uma alteração da liquidez e do valor dos ativos.

A dança nos valores do câmbio trouxe e está trazendo alterações na percepção dos valores relativos dos imóveis, em muitos casos ignorados pelos gestores das áreas de crédito.

Em uma época onde  os ativos intangíveis e ferramentas de proteção se mostraram frágeis os ativos reais mesmo sofrendo variações de valores e dificuldades de realização, mostram-se importantes, senão únicas, garantias realmente "reais".

No entanto, a gestão das garantias em operações de crédito deve ser dinâmica sendo incompatível uma visão estática em um mercado dinâmico!

Este assunto é tão importante que diversas legisalações a abordam e a regem, tais como as Normas Brasileiras, a legislação de Sarbanes-Oxley (NYSec), a IFRS, sendo o tema "avaliações do ativos" abordado na última reunião dos Países componentes do G-20, ocorrida no último dia 16 de Outubro de 2008, nos Estados Unidos.

Mas mesmo assim observamos gestores que tratam as avaliações das garantias na área de crédito, como sendo mero "gastos", "despesas", fato incompatível com a complexidade que o assunto requer.

Em épocas de crise o único modo de conhecer o valor de seu portifólio de garantias é estudando-o a fim de minimizar os riscos e medí-los, trazendo por consequência maior garantia para os acionistas.

 

Celso de Sampaio Amaral Neto

Diretor Comercial




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